2 de julho de 2017

ruptura




Lembro-me das palavras com que costumava percorrer os caminhos de uma adolescência vivida entre os sonhos e a solidão. Eram, habitualmente, o reflexo do silêncio em que me refugiava quando o sol adormecia no regaço das searas.

Hoje, mãe, quando a tarde chuvosa chega ao fim e as sombras se acumulam na brancura das paredes, fazem-me falta os campos de uma obstinada lentidão, onde os sorrisos se misturavam com o paciente cheiro dos eucaliptos. E a fonte no cimo da estrada poeirenta - a inseparável companheira do crepúsculo!...

É esse o lugar a que pertenço, mesmo que, agora, a realidade seja uma coisa inatingível.



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