10 de julho de 2017

lucubrações




Lembro-me do silêncio com que se preenchiam as metáforas daquela tristeza perpendicular à essência dos meus sentidos. Os olhos, porém, não se reflectem no desencanto das palavras.

...

A música com que me entretinha a percorrer o tempo e os sonhos, foi sempre o contraponto da minha própria solidão. Como a brisa que se prolonga pelo rosto da madrugada!... Foi sempre, por assim dizer, a saudade que nunca deixou de se espraiar pelos meus dias.

Pergunto-me, mãe, por que foi que a beleza se me afigurava ao alcance de um único gesto se, agora, sei que apenas tenho respondido ao apelo do vazio...!



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